TRAGÉDIA EM SENADOR RUI PALMEIRA: Pai é preso sob suspeita de espancar e matar o próprio filho de apenas dois meses
Bebê deu entrada em unidade hospitalar com múltiplos traumas e afundamento craniano; homem tentou alegar engasgo, mas laudos médicos desmentiram versão e resultaram em prisão em flagrante
Por Redação Primeira Hora News

Um crime bárbaro chocou os moradores do município de Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas, neste início de semana. Um homem foi preso em flagrante pelas forças de segurança sob a acusação de espancar até a morte o próprio filho, um bebê de apenas dois meses de vida.
A criança deu entrada em estado gravíssimo na unidade de saúde da cidade, mas não resistiu à severidade das lesões internas e traumáticas.
Versão do pai e laudo médico revelador
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Alagoas, os pais do recém-nascido procuraram atendimento médico alegando inicialmente que o lactente havia sofrido um engasgo enquanto amamentava:
Constatação de Violência: Durante a avaliação emergencial, a equipe médica de plantão constatou de imediato que as lesões corporais não eram compatíveis com aspiração de líquido. O bebê apresentava hematomas espalhados pelo corpo, fraturas corporais e um severo afundamento na região do crânio.
Confirmação do Óbito: Apesar das manobras de reanimação prestadas pelos profissionais de saúde, o quadro de traumatismo cranioencefálico resultou na morte da criança poucas horas após a derrocada clínica.
Prisão em flagrante e investigações
Diante das evidências irrefutáveis de agressão física e maus-tratos graves prestadas pelos laudos hospitalares, a Polícia Militar foi acionada para deter o genitor ainda nas dependências da unidade de saúde.
O homem foi conduzido à Delegacia Regional de Polícia Civil, onde teve a prisão em flagrante formalizada. Ele permanece recluso na cela do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) à disposição do Judiciário e responderá por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e imposição de impossibilidade de defesa da vítima.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se a mãe da criança ou outros familiares tinham conhecimento do histórico de agressões ou se houve omissão no dever legal de proteção ao recém-nascido.